O sistema ABS (Antilock Braking System), obrigatório no Brasil em todos os carros novos produzidos e vendidos no Brasil desde janeiro de 2014, seguindo a Resolução 311/2009 do Contran, é um dispositivo de segurança veicular e funciona monitorando a rotação de cada roda com sensores. Desta forma, é possível detectar que uma roda está prestes a travar numa frenagem brusca.
A unidade de controle eletrônico (ECU) modula a pressão do freio individualmente, liberando e aplicando rapidamente (pulsando) os freios para evitar o bloqueio, permitindo que o motorista mantenha o controle da direção e estabilidade do veículo, mesmo em piso escorregadio, e reduzindo a distância de parada.
O mau funcionamento do sistema ABS pode comprometer a segurança do veículo e acionar alertas no painel de instrumentos, que muitas vezes permanecem acesos até que o problema seja solucionado. “Entre as causas mais comuns desse tipo de falha estão problemas no módulo do ABS, no sensor de rotação, no encoder magnético ou ainda a instalação incorreta do rolamento, especialmente quando o lado do encoder é montado de forma invertida”, revela Rafael Braga, técnico da NTN e SNR, marcas do Grupo NTN referências globais em rolamentos de roda.
Ele explica que, para garantir que o sistema funcione corretamente, é essencial que o sensor e o encoder magnético estejam sempre limpos durante a instalação. Também é importante nunca aproximá-los de fontes magnéticas, que podem interferir no funcionamento do conjunto. Além disso, qualquer dano ao sensor, como rompimento, exige substituição imediata para evitar falhas futuras.
Outro ponto fundamental é posicionar o rolamento de forma correta, sempre com o lado do encoder magnético voltado para o sensor, na parte interna do veículo.
Seguir esses cuidados assegura uma leitura precisa da velocidade das rodas, preserva o desempenho do ABS e contribui diretamente para a segurança do veículo.
O cartão ASB das marcas NTN e SNR é uma ferramenta eficiente na oficina que permite aos mecânicos realizar várias aplicações, como a checagem da peça recebida das autopeças, antes e durante a montagem, assim como na desmontagem e , por fim, a conferência da compatibilidade com o sistema a ser aplicado.
